O que é SPIN?
Um Software Process Improvement Network (SPIN) é uma organização de profissionais de uma determinada região geográfica interessados em promover o aperfeiçoamento das práticas de engenharia de software. A idéia foi originalmente proposta pelo SEI (Software Engineering Institute).
Os grupos se organizam por região geográfica e promovem reuniões periódicas visando a troca de experiências em programas de melhoria de processo de software.
Cada SPIN regional é significativamente diferente, baseado na visão de seus fundadores e nas necessidades de sua comunidade técnica. Muitas organizações operam com tempo e recursos voluntários, outras possuem uma organização "guarda-chuva" ou um patrocinador corporativo que oferece suporte.
O que é SEI?
O Software Engineering Institute - SEI é um centro de desenvolvimento patrocinado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, subordinado ao Office of the Under Secretary of Defense for Acquisition and Technology [OUSD(A&T)].
Foi criado com o objetivo de fornecer as condições e os mecanismos para a melhoria efetiva da prática de Engenharia de Software, uma vez que a qualidade do software produzido dentro de um determinado planejamento temporal e financeiro é considerada um componente crítico para os sistemas de defesa dos Estados Unidos.
O contrato do SEI foi ganho competitivamente pela Carnegie Mellon University, em dezembro de 1984. Seu staff é formado por profissionais técnicos e administrativos do governo, indústria e universidades.
Sua missão é possibilitar o avanço do estado da prática de Engenharia de Software, para melhorar a qualidade dos sistemas que dependem de software.
Para tal, o SEI promove a evolução da Engenharia de Software, de uma atividade ad-hoc e intensamente trabalhosa, para uma disciplina bem gerenciada e suportada pela tecnologia.
Áreas de trabalho do SEI
O SEI possui duas principais áreas de trabalho:
a) Práticas de Gerenciamento de Engenharia de Software, focada na habilidade das organizações de predizerem e controlarem a qualidade, o planejamento, o custo, o ciclo de vida e a produtividade quando adquirindo, criando, atualizando ou melhorando sistemas de software.
b) Práticas Técnicas de Engenharia de Software, cujo propósito é melhorar a habilidade dos engenheiros de software para analisar, predizer e controlar - de forma selecionada - as propriedades funcionais e não-funcionais de sistemas de software.
Como começou o SPIN?
Um grupo de pessoas que trabalhava com processos de melhoria na Engenharia de Software, na área da cidade de Washington (USA), decidiu que eles necessitavam de um fórum prático para o intercâmbio de idéias, informações e suporte técnico mútuo.
Sabendo que o SEI não poderia suportar sozinho todos os esforços para a melhoria na atividade de engenharia de sistemas, esses profissionais decidiram criar um mecanismo pelo qual, junto com os Software Engineering Process Groups (SEPGs), pudessem trocar conhecimentos, ter maior suporte e interação, bem como obter serviços que não fossem prestados pelo SEI.
Quais os benefícios de um SPIN?
Como a melhoria do processo de engenharia de software é uma área nova que cresce rapidamente, a oportunidade de interagir com outros profissionais com o mesmo interesse é incalculável.
A alavancagem que os SPINs possibilitam é também muito importante. Veja um exemplo:
Quando a Texas Instruments, situada em Dallas, abordou as universidades locais sobre a oferta de treinamento para aperfeiçoamento em engenharia de software (MSE), as universidades não se interessaram. Porém, quando o SPIN de Fort Worth, também em Dallas, abordou as mesmas universidades, elas deram respostas muito mais positivas. Atualmente, várias universidades de Dallas oferecem – ou estão planejando oferecer num futuro próximo – o programa MSE.
Como os grupos de SPIN se relacionam com o SEI?
Cada SPIN é completamente independente.
O SEI não exerce nenhum controle sobre os SPINS, mas fornece suporte para eles de várias formas.
O suporte mais significativo dado pelo SEI é possibilitar a comunicação entre um SPIN, seus possíveis participantes e outros grupos de SPIN regionais, espalhados pelo mundo.
Pela criação, manutenção e distribuição do Diretório SPIN, o SEI é capaz de conectar vários profissionais de software de SPINs já existentes ou emergentes. O SEI distribui, também, informações para pessoas interessadas na formação de um SPIN em sua região.
O Coordenador dos SPINs no SEI pode, ainda, facilitar que sua equipe técnica atue ativamente em reuniões do SPIN, agendando seu pessoal técnico para fazer palestras em encontros de SPINs regionais.
Como os SPINs se mantêm?
Alguns SPINs operam com o trabalho voluntário de pessoas, que disponibilizam parte do seu tempo em busca de palestrantes, patrocinadores e recursos. Outros possuem o apoio de alguma organização ou corporação patrocinadora, que fornece o suporte necessário.
Alguns SPINs cobram taxas simbólicas de associação ou de participação em eventos.
Organizações como ACM e IEEE ajudam a sustentar a criação de SPINs em todo o mundo.
Como os SPINs interagem?
Anualmente os SPINs se encontram na Conferência "Software Engineering Process Group (SEPG)" que é co-patrocinada pelo SEI e por um SPIN regional.
Quem pode participar de um SPIN?
A maioria das pessoas participantes dos SPINs são membros da indústria, comércio, governo, academia, organizações profissionais e consultores. A participação em um SPIN está aberta a entidades, empresas, universidades, usuários de serviços de informática e profissionais da área de software, interessados na melhoria de processos de software.
Quem coordena um SPIN regional?
Um Comitê de Planejamento, formado por por alguns representantes da comunidade local. Este Comitê define a missão do SPIN regional, criado, bem como outras questões básicas sobre seu funcionamento, entre elas: se o SPIN será regido por regras e financeiramente sustentado, ou será tratado de forma voluntariosa e informal; como o SPIN será administrado (por voluntários ou por um Comitê Gestor eleito); como serão captados os fundos e recursos para os encontros; qual a freqüência com que o SPIN deve se reunir; como o SPIN vai divulgar os seus encontros e realizações; que grupos de trabalho devem existir no SPIN. |